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Terminei meu terceiro cigarro esperando Gustavo dar as caras aqui na frente, acho até que já vi o cara sentado na mesa conosco ir embora, mas ainda sim nenhum sinal de Gustavo. Quando entro lá logo o vejo ainda na mesma mesa só que agora bebendo alguma coisa. Me aproximo dele, chegando na mesa percebo que ele está tomando algo no copo e logo vejo uma garrafa de Vodka do lado dele. Ele está bêbado. Sempre fora fraco para beber. Seguro-o pelo braço e o levanto para leva-lo para fora, porém antes disso apareçe o garçom e me diz que ainda não foi pago a conta. Apesar de bêbado ela confirma isso. Tiro do bolso de trás de sua calça a carteira e de lá retiro o dinheiro que paga a conta e depois coloco a carteira no lugar de novo e tiro ele do restaurante.

Na rua, ele procura pelos bolsos a chave de seu carro e tenta abri-lo, porém não consegue, então e tiro a chave de sua mão abro a porta, logo em seguida coloco-o no banco de carona e vou pro banco de mostorista. Brinco com ele que eu queria carona e não dirigir, mas ele está bêbado demais para entender uma simples piada sem graça. Começo a dirirgir pelas tumultuadas ruas do Rio. Acho que por isso que nem penso em comprar um carro. Enquanto dirijo procuro por algum bom CD no carro. Encontro nada que me interessa. Pensava que ele tinha bom gosto. Me enganara.

Estamos bem perto de seu prédio, quando passamos bem do lado de um restaurante, bem na sua frente está estacionados vários motos com seus motoristas, todos moto-boys. Nesse exato momento chega mais uma moto, da qual conheço sua placa muito bem.  ”hgv-9898″. Paro o carro no meio fim sem pensar em nada, e saiu do carro levando a chave no meu bolso da calça. Estou andando rapidamente na direção do motorista da moto com a placa que eu conheço tão bem. Ele acabara de tirar seu capecete quando vinha em sua direção, não deve ter passado nenhum pensamento na sua cabeça, quando lhe desferi um golpe certeiro na sua cara, ele cambaleou para trás, e logo em seguida lhe desferia vários outros golpes até que ele caiu no chão. Percebi um outro moto-boy se aproximar de mim, e logo o encarei, em questão de segundos ninguém sequer pensaria em me interromper. O mostorista se contorcia no chão quando lhe chutei a barriga. Lhe desferi outros dois chutes. Não pensava em nada, além de vingança. Vingança pelos insultos dele que me insultaram mais do que para as pessoas da qual realmente fora desferido tais comentarios. Parei de chuta-lo e começei a mexer no seu casaco, lá encontrei seua carteira, abri-la e peguei a sua abilitação de motorista e rasguei em vários pedaços que joguei em seguida na sua cara, que só expressava dor. Dei dois passos em direção do carro, mas dei meia volta e fui na direção da moto dele, onde peguei a chave que ainda estava lá e a joguei para bem longe, na direção da praia do outro lado do cruzamento. Olhei para ele mais uma vez no chão, novamente sem pensar desferi um chute bem forte e disse para parar de insultar as pessoas no trânsito de uma maneira bem ameaçadora.

Com bastante calma voltei para o carro de Gustavo, qua apesar de ainda sofrer efeitos do alcóol, estava chocado com o que acabara de fazer. Liguei o carro e disse-lhe calmamente que se ele sofresse qualquer multa por ter estacionado no meio fio eu pagaria. Ele concordou com um simples aceno de sua cabeça. Logo estava com o carro em movimento de novo.

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