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Chego no meu apartamento e para minha sorte todos exceto Gustavo e uma mulher na sacada bebendo algo foram embora. Meu apartamento está pior do que antes, eu não achava isso possivel, pelo menos todas as bebidas na vieram do meu bolso. Gustavo parece estar tentando arrumar parte da sala, ou pelo menos tirar os copos e taças caidas no tapete e algumas estrategicamente escondidas em cantos escuras. Todas vazias. Que azar. Ele me vê entrando e para de fazer o que exatamente ele esitvesse fazendo e vem em minha direção com um sorriso educado no rosto.

-Então, o que você achou? – Seu sorriso já parece ser sincero, ou ao menos ele sabe fingir sinceridade.

-As Bebidas estavam excelente. Sobrou alguma? – Pergunto pegando uma taça de martini que parece estar vazia da mesinha da sala. Merda. Está vazia mesmo.

-Qual é? Você gostou de outras coisas aqui que eu sei, você não parava de falar com a t…. – eu o interrompo antes que possa terminar de falar o que quer que ele fosse falar. Acho que sei o que era.

- Você parecia estar tendo um bom papo com ela – Me fala enquanto volta a tirar as taças e copos da sala.

- Eu já nem sei o que é um bom papo mais- Sinto que o que falei foi sincero, mas tenho uma impresão angustiante de paranóia de que falei mais uma mentira. Merda. Já nem sei quando minto.

- Do que vocês estavão falando? – Ele pega mais um copo porém o deixar cair no chão de novo, só não quebra por algum milagre.

-Bebidas – Vejo a mulher na sacada vindo na minha direção, ela é alta e bonita, parece ser bem sucedida, ela sorri pra mim, não sorrio de volta, por que stou ocupado demais lembrando de onde a conheço, percebo que ela deixa seu copo vazio de alguam coisa em uma estante no meio do caminho.

Ela se aproxima de vagar na minha direção, ela levanta sua mão direita, observo tudo tranquilamente pensando em quem é ela e o que estava bebendo antes. Por algum motivo a última pergunta me importa bastante. Ela desfere um tapa no lado esquerdo da minha face. Não doi muito. Conehço essa mão. Bem leve. Ela continua sorrindo e eu continuo a me indagar quem seria ela. Instantaneamente sai da minha boca uma frase pronta que não consigo conter.

-Desculpa, Eu dormi com você? – Estou olhando ela cara-a-cara novamente. Não me sinto envergonhado e ela parece achar graça disso tudo.

- Como você poderia esquecer de mim? – Ela ainda está rindo disso tudo.

- Sinto, eu dormi com você ou não? – Estou realmente sério e não en tendo por que ela ri de tudo isso.

- Ensino médio. Roubava todos seu filmes e Cds. Namorava com o Y… – Ela não termina de falar por que logo percebe que lembro dela.

- Meu Deus L, foi só você falar que me roubava que logo lembrei de você – Estou sendo sincero e ela sabe disso, e por isso continua a rir.

- Você deu noticias por dois anos, e logo esqueceu dos amigos, impressionante o que a fama faz com uma pessoa – Ela não para de sorrir. É impressionante.

- Eu não esqueci, bem, pelo menos não totalmente, é que eu fiquei bastante ocupado com o tempo. Deixei de ser um vagabundo como você dizia. Agora, você já está com um peso normal, não existe mais risco de ser levada pelo vento. – Brinco com ela como nos velhos tempos. Merda. Estou ficando velho, velho o suficiente para usar esses termos pelo menos.

- Vagabundo eu não sei… – Me diz enquanto olha pelo apartamento – Mas eu não era assim tão magra, agora, do que você tanto fala com a t…- Ela interrompe o que estava falando quando vê que eu pareço um tanto desconfortável com isso – Mas sim, vocês não eram tão amigos assim.

- Bebidas, falando nisso o que você estava bebendo – Fao apontando para onde ela deixou sua taça vazia.

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